O BNG pede ao Governo espanhol que exija a liberdade de Domingos Simões Pereira e o restabelecimento da democracia na Guiné-Bissau

150709-N-AC887-002 Bissau, Guinea-Bissau (July 9, 2015) Secretary of the Navy (SECNAV) Ray Mabus met with the prime minister of the Republic of Guinea-Bissau, Domingos Simoes Pereira in Bissau, Guinea-Bissau. Mabus is in the region to discuss the importance of maritime security and and to reinforce existing partnerships with African nations. (U.S. Navy photo by Chief Mass Communication Specialist Sam Shavers/Released)
Domingos Simões Pereira
A organização nacionalista exige a ativação das ações diplomáticas necessárias para alcançar o retorno à legalidade democrática e a libertação imediata do presidente do PAIGC e de todas as pessoas detidas.

O deputado do BNG no Congresso, Néstor Rego, acaba de registar iniciativas de urgência para exigir ao Governo espanhol uma atuação diplomática decidida com o objetivo de restabelecer a ordem democrática na Guiné-Bissau. Para além de condenar o golpe de Estado que impediu a manifestação da legítima vontade do povo, a organização nacionalista reclama a libertação do presidente da Assembleia Nacional Popular e líder do Partido Africano para a Independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, bem como de todas as pessoas detidas ilegalmente.

A iniciativa do BNG surge após os acontecimentos do passado dia 26 de novembro, data em que uma junta militar tomou o poder no país africano, anunciou a destituição do presidente Umaro Sissoco Embaló, suspendeu o processo eleitoral em curso, interveio nos meios de comunicação, proibiu as manifestações e impôs o recolher obrigatório. Da mesma forma, procedeu à detenção ilegal de vários responsáveis políticos e cidadãos, entre eles Domingos Simões Pereira, ex-primeiro-ministro e atual presidente da Assembleia Nacional Popular, assim como líder do PAIGC.

O deputado do BNG no Congresso, Néstor Rego, denuncia que estes factos representam “um ataque frontal à vontade democrática do povo da Guiné-Bissau e uma grave violação dos direitos civis e políticos da sua cidadania”.

O BNG sublinha que a intervenção militar teve lugar na véspera do anúncio dos resultados das eleições gerais, num contexto já marcado pela exclusão do principal partido da oposição, o PAIGC, e do seu candidato no processo eleitoral. Para a formação nacionalista, esta situação agrava “a falta de garantias democráticas e o caráter ilegítimo das ações das forças armadas”.

O BNG junta-se, assim, às exigências da família de Domingos Simões Pereira e de várias organizações sociais e políticas da Guiné-Bissau, que apelaram à Comunidade Internacional para agir com firmeza.

“O Estado espanhol deve utilizar todos os canais diplomáticos bilaterais e multilaterais ao seu alcance para exigir a libertação imediata das pessoas detidas ilegalmente e o pleno restabelecimento da ordem constitucional”, afirma Néstor Rego.

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